Era Vargas: confira um resumo sobre esse período histórico

Entenda neste artigo como foi a Era Vargas

Certamente, a Era Vargas foi um período da história brasileira marcada por derrubar o monopólio político da famosa República Café com Leite.

Até hoje, esse é considerado um dos maiores marcos da república brasileira, na qual influenciou profundamente o futuro político, econômico e social do país.

Por isso, neste artigo, você verá o que foi a Era Vargas, as principais características e os acontecimentos mais importantes e os impactos que esse período deixou para o Brasil moderno.

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Antecedente ao governo

Antes de aprofundar no governo do político que mais tempo esteve à frente do Brasil, é preciso compreender o contexto histórico que o levou ao poder.

Getúlio Vargas (1882–1954) assumiu a presidência após a Revolução de 1930, em um cenário no qual a elite de São Paulo e Minas Gerais dominava as eleições presidenciais.

Esse período, conhecido como República Velha ou política do café com leite, era marcado pelo revezamento no comando do governo federal entre o Partido Republicano Paulista (café) e o Partido Republicano Mineiro (leite).

O arranjo perdurou por mais de 30 anos, até entrar em crise em 1930, quando o presidente Washington Luís indicou o paulista Júlio Prestes, rompendo o pacto com Minas Gerais.

Diante disso, as oligarquias mineira, gaúcha e paraibana, apoiadas por outros grupos descontentes, lançaram Getúlio Vargas como candidato à presidência.

Apesar da derrota nas urnas, denúncias de fraude eleitoral geraram conflitos que culminaram na Revolução de 1930, encerrando a República Velha e conduzindo Getúlio Vargas ao poder.

Assim, começamos a entender como se iniciou o governo mais duradouro da história republicana do Brasil.

Governo Provisório (1930 − 1934)

O Governo Provisório iniciou após a Revolução de 1930, que derrubou a política do café com leite e colocou Getúlio Vargas no poder central.

Durante esse período, Vargas governou sem constituição vigente, acumulando poderes executivos e legislativos, substituindo governadores estaduais por interventores federais de sua confiança política.

Em 1932, ocorreu a Revolução Constitucionalista de São Paulo, movimento armado que exigia uma nova constituição e o retorno imediato da ordem democrática ao país.

Como consequência, realizaram-se eleições para a Assembleia Nacional Constituinte em 1933, que elaborou a Constituição de 1934, substituindo a carta de 1891.

Governo Constitucional (1934 – 1937)

Neste fase, o governo, que deveria durar até 1938, mas o próprio Vargas não poderia concorrer à reeleição.

No entanto, a radicalização devido à influência da propaganda nacionalista e antissemita de Mussolini na Itália, a Aliança tentou tomar o poder alegando ameaça comunista.

Após esse movimento, Getúlio Vargas ampliou medidas centralizadoras e autoritárias, resultando no seu poder ditatorial chamado Estado Novo. 

Estado Novo (1937 – 1945)

O Estado Novo foi a primeira ditadura do Brasil, instaurada por Getúlio Vargas, marcada pelo fortalecimento do poder central, censura e restrição das liberdades civis.

Na época, o governo criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que perseguia opositores e censurava a cultura, assim como a imprensa.

Apesar do caráter autoritário, Vargas implementou importantes medidas trabalhistas, como a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943 e a instituição do salário mínimo.

Nesse período, também foi criada a rede estatal de rádio “A Hora do Brasil”, utilizada como instrumento de propaganda política.

Por fim, o Estado Novo também se destacou pela participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, combatendo a Alemanha, a Itália e o Japão.

É importante ressaltar que o país manteve-se neutro até 1942, quando submarinos alemães atacaram navios brasileiros.

Enfim, a Era Vargas foi o maior período onde um governante ficou no poder, mesmo que de forma anti democrática.

Concluindo…

Por isso, a Era Vargas representou um marco decisivo na história do Brasil, trazendo avanços significativos no campo social, trabalhista e político, ao mesmo tempo em que consolidou práticas de centralização do poder. 

Esse período foi fundamental para moldar a identidade nacional e redefinir as bases do sistema eleitoral e institucional do país. 

Compreender suas conquistas e contradições é essencial para analisar a formação da democracia brasileira e os caminhos que ela percorreu nas décadas seguintes.

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